Fazer baliza é o maior tudo ou nada para um motorista?

Baliza

Obter uma CNH (Carteira Nacional de Habilitação) é um processo trabalhoso e até bastante difícil para muita gente. Escolher uma auto escola de confiança, desembolsar aproximadamente R$ 1.300 entre matrícula, taxas e DUDA, marcar exames no Detran, rezar para todos os exames acontecerem no mesmo local, passar nos exames psicotécnicos, agendar aulas na auto escola, passar na prova teórica, conseguir marcar aula prática, prova prática e finalmente a baliza são quase todas as coisas que um futuro condutor precisa enfrentar até sentar diante de um volante definitivamente. E tudo isso em 1 ano, senão terá que pagar mais taxas.

Depois de sobreviver a quase tudo, é chegada a hora da prova prática. Aquela que os candidatos precisam, além de outras coisas, fazer uma baliza de encher os olhos do avaliador. Liga daqui, sinaliza dali, olha para cá, vira o volante para lá, sem esquecer de colocar o cinto, é hora de estacionar.

Mais que radares móveis, a baliza é um tormento na vida dos motoristas e a maior causa de reprovação dos alunos. A manobra que tira o sono dos aspirantes à habilitação, também causa desconforto e estresse em motoristas experientes. Em alguns casos, a tensão ao fazer a baliza causa sintomas emocionais como estresse, ansiedade, suor e tremedeira, pois qualquer erro, pode causar um dano nos veículos já estacionados ou a reprovação no exame do Detran.

Na hora da prova da baliza, o maior vilão dos alunos é o nervosismo. Isso se dá porque já está afixado na cabeça de cada um que é uma prática difícil, que o avaliador induz ao erro e todos sabem que o DUDA é caro para ter que pagar a cada tentativa. Aí, muitos se esquecem de ligar a seta, deixam o carro morrer, ultrapassam o limite da pista, coisas que motoristas fazem todos os dias nas ruas, mas que é mortal na prova.

O nervosismo pode ser o mesmo, mas no dia a dia, a falha pode causar danos no veículo e em outros veículos que já estão estacionados, o que será um problema gigante. Nem sempre o motorista vai encontrar um latifúndio para estacionar e o sofrimento nunca vai acabar se não houver prática. Tem aquelas pessoas que só estacionam de frente e em vagas que cabem um ônibus, mas elas nem sabem que isso atrapalha a elas próprias, porque um dia não vão encontrar tanta fartura de espaço na hora de parar.

Por isso, hora do passo a passo de como acertar em cheio na baliza nossa de cada dia:

1) Espaço não é tudo!

Em uma vaga 35 cm maior que o veículo já possível estacionar, embora demore bastante e exige uma nível mais expert do condutor.

2) Olhe em volta

Para os casos dos já habilitados, ao perceber uma vaga mais apertada é preciso prestar bastante atenção ao que está à sua volta, as condições do trânsito, e os veículos que estão posicionados à frente e atrás do que será estacionado.

Para os postulantes a habilitação, atenção aos postes. Derrubá-los é um tiro do pé.

3) O alinhamento perfeito

Deixe o veículo paralelo ao que está à frente (ou paralelo ao obstáculo), com a distância de um metro (mais ou menos um braço de medida) entre eles. Avance com o carro, deixando o retrovisor um pouco mais para frente do retrovisor do automóvel que já está parado.

4) Vire o volante com calma

Sem mistérios: depois de posicionar o carro, hora de virar o volante todo no sentido da vaga. Se você está estacionando no lado direito da via, então vire a direção para direita. Se a vaga for do lado esquerdo da via, vire para a esquerda.

5) Entre na vaga

De ré, o próximo passo do seu desafio é entrar na vaga. Preste muita atenção nesses pontos ao virar o carro suavemente: quando o farol do seu carro estiver paralelo ao veículo da frente da vaga, você deverá enxergar, pelo retrovisor, o farol direito do veículo de trás.

Faça de tudo para chegar nessa posição exata. Aí, pare e vá para o próximo passo.

6) Desvire o volante

Lembra que era pra virar o volante em direção à vaga? Agora desvire.

7) Deslize para a vaga!

Pronto. Teoricamente você deveria chegar aqui com uma baliza feita com perfeição.

Agora, não deixe de praticar para se tornar um gênio da manobra.

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