Os programas de pesquisas do Instituto FIA

Dia desses, em um evento aqui no Brasil, algumas pessoas me perguntaram sobre um possível paradoxo de a FIA promover competições com potencial risco de acidentes para, simultaneamente, estruturar seus clubes a trabalharem na temática da mobilidade e da segurança viária. Achei que valia a pena trazer o assunto aos leitores deste espaço.

corrida-blogNas pistas de corridas e competições, há toda uma tecnologia e capacitação profissional orientadas para que os riscos sejam minimizados. São raros os acidentes fatais, por mais espetaculosas que sejam as piruetas dadas por bólidos desgovernados. Na questão de mobilidade e segurança, os padrões e as preocupações são de diferente grandeza e dimensões. Muito aprendizado nasce das pistas, mas o grande volume de estudos envolve instituições internacionais, algumas especializadas e outras mais generalistas.

Criado em 2004, o Instituto FIA é uma organização internacional, sem fins lucrativos, que desenvolve estudos para melhorar a segurança do esporte a motor e a sustentabilidade ambiental. Ele lidera projetos que incentivam o rápido desenvolvimento de novas e melhores tecnologias de segurança, que facilitam a padrões mais elevados de educação e formação, e com foco na sensibilização em questões de segurança e sustentabilidade.

Na semana passada, foram divulgados mais dois resultados de testes, que deixam a todos nós preocupados. As avaliações continuam decepcionando, com um carro zero estrelas e a redução de qualificação para um modelo líder de vendas. E quero afirmar não ter interesse em elogiar ou criticar qualquer marca, mas apenas em reproduzir uma preocupação que nasce de pesquisas com critérios internacionais. Dois carros foram submetidos a testes reais com impacto: o BYD (automóvel chinês) e o Fiat New Palio.

As áreas de estudo e pesquisa do Instituto FIA são, resumidamente: os equipamentos usados pelos pilotos; a concepção tecnológica dos carros. o acompanhamento e controle de emissão de gases pelos carros; o projeto e gestão do circuito, incluindo a proteção ao espectador; as instalações médicas e o treinamento de equipes de resgate; o controle técnico dos eventos da corrida; procedimentos de compensação de carbono; a logística de armazenamento e otimização de consumo de energia, e; a preservação ambiental.

Quer um exemplo? No início de Agosto de 2016, as autoridades desportivas nacionais, do mundo todo, foram convidadas a sugerir tópicos de pesquisa para melhor segurança nas competições, após 2017. Os trabalhos de investigação podem ser de natureza técnica e/ou médica, e terão participação da FIA, seus organismos diretos e parceiros. É um mundo de pesquisadores que, a partir do esporte, traz soluções aplicáveis ao cotidiano.

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