PEQUENOS PEDESTRES

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Como é público e notório, as crianças merecem um cuidado todo especial na hora do passeio. Até os 10 anos, devem estar sempre acompanhadas de um adulto, uma vez que ainda não conseguem calcular a velocidade e a distância dos veículos, não reconhecem os sons ambientes e têm a visão periférica limitada. Dependendo da altura, os motoristas também podem não enxergá-la.

Entre os acidentes mais comuns está o atropelamento, que é a principal causa de morte envolvendo crianças entre cinco e dez anos, segundo a ONG Criança Segura, a partir de dados de 2010 do Ministério da Saúde. Em média, cinco crianças são vítimas diariamente de acidentes de trânsito no Brasil. No referido ano, os atropelamentos foram quase 40% (711) dos 1.835 óbitos infantis e de pré-adolescentes (0 a 14 anos) no trânsito brasileiro (veja mais detalhes no box ao final).

Um cuidado importante para proteger os pequenos é, ao caminhar na calçada, o adulto manter a criança do lado de dentro, e ao atravessar a rua, segurá-la pelo punho.
É importante também que os calçados acomodem os dedos naturalmente, permitindo os movimentos do pé. Deve sobrar no calçado de 1,0 a 1,5 centímetros e eles devem ter solados planos, sem saltos, para evitar quedas. Vestir as crianças com cores claras ou detalhes refletivos também vale: ao sair à noite, por exemplo, os motoristas teriam uma visão melhor delas, considerando seu tamanho.

À medida que a criança vai se desenvolvendo, o responsável deve orientar as crianças quanto às regras de circulação, interpretação de sinalizações e ensinar a avaliar os riscos comuns ao trajeto, para que elas possam ter uma conduta responsável quando forem andar sozinhas.

Crédito: Agência Brasil

Além de segurar as crianças pelo punho, há diversos cuidados importantes com os pequenos ao acompanhá-los nas ruas.
Outro aspecto que pode contribuir para que os pequenos se sintam mais seguros no trânsito e para que analisem bem os riscos de seus trajetos quando tiverem idade para andar sozinhos, é importante ensiná-los algumas dicas.
Ah, não se esqueça que só uma boa conversa com a criança não é suficiente. É fundamental que os adultos sejam exemplo de tudo o que ensinam, principalmente quando se trata de dicas de segurança.

» Antes de atravessar uma rua, olhe para os dois lados até que não haja mais veículos passando ou até que eles estejam parados para prosseguir;
» A pressa não ajuda: não precisa correr, pois você pode tropeçar;
» Para atravessar use a faixa de pedestres ou as passarelas, quando houver. Se não tiver, atravesse em linha reta, em esquinas ou lugares sem curvas para ter a devida visão dos carros;
» Ande sempre na calçada; se não tiver, ande rente ao muro no sentido contrário ao dos veículos, para enxergá-los bem;
» Se houver policiais ou agentes de trânsito por perto, siga suas orientações ou peça instruções em caso de dúvidas;
» Ao subir ou descer do ônibus, não se esqueça de observar antes se ele está completamente parado;
» Se for passear com seu bichinho, lembre-se da coleira e não deixe ele andar na direção dos carros;
» Não brinque ou ande de patins, skate ou bicicleta nas ruas. Há locais próprios para isso, como em parque ou a praça mais próxima;
» Se a bola cair na rua, não a busque sozinho. Peça ajuda para um adulto.
Estatísticas preocupantes
As dicas rodam o mundo, mas as estatísticas nem sempre são favoráveis. Por isto, devem ser tomados os devidos cuidados nos mínimos detalhes, principalmente quando se fala em crianças e pré-adolescentes (de 0 a 14 anos). Dados do Ministério da Saúde dão conta de que 711 pessoas nesta faixa etária morreram por atropelamentos em 2010, sendo 24 (3%) menores de 1 ano, 201 (28%) de 1 a 4 anos, 238 (34%) de 5 a 9 anos, e 248 (35%) de 10 a 14. Isso sem contar as 7.932 que deram “sorte”, mas que tiveram que ser internadas.
A ONG Criança Segura divulgou um ranking desses dados por regiões: a lista é encabeçada por Sergipe, com 2,88 mortes de menores de 15 anos por atropelamentos a cada 100 mil habitantes, seguido por Tocantins (com 2,76) e por Goiás (2,5). Os maiores estados brasileiros, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, ficaram respectivamente em 21º (1,06), 20º (1,25) e 15º (1,54). O Distrito Federal está em 8º lugar, com 2,14.
Confira o ranking completo

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