Segunda Conferência Mundial sobre Segurança Rodoviária na luta pela segurança rodoviária

 

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Cerca de 1500 participantes de 120 países, incluindo representantes de mais de 70 clubes membros da FIA Federação Internacional do Automóvel, ministros e chefes de delegações,reuniram-se em Brasília para a Segunda Conferência Mundial de Alto Nível sobre Segurança Rodoviária, aprovada pela Declaração de Brasília. A conferência teve entre seus objetivos avaliar o progresso das iniciativas para reduzir as mortes no trânsito e lesões em todo o mundo.

 

As recomendações da Declaração de Brasília foram que algumas ações devem ser tomadas a fim de alcançar os objetivos da década e as metas dos objetivos de desenvolvimento sustentável. Entre elas,implementar uma gestão mais forte na segurança rodoviária, incluindo legislação e aplicação, estradas mais seguras e meios de transporte sustentáveis, veículos mais seguros, melhorias nos serviços de resposta e reabilitação de acidente, entre outras coisas não menos importantes.

 

A conferência foi organizada pelo Ministro da Saúde do Brasil, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o grupo informal dos Amigos da Década de Ação. O Automóvel Clube  Brasileiro esteve presente na conferência e, representado pelo Diretor Institucional do Automóvel Clube  Brasileiro,

Sr. Mário Divo Motter Júnior, divoapresentou uma palestra aos presentes falando da visão da realidade brasileira sobre segurança rodoviária.

Com base nos dados do DPVAT (seguro obrigatório para as vítimas do trânsito) o número de mortes nas estradas caiu bem pouco nos últimos 3 anos, porém os acidentes com invalidez permanente cresceram significativamente. No total, o número de acidentes cresceu e dentro desta realidade brasileira existe uma presença muito marcante de acidentes com motocicletas.

O que é mais preocupante é que muitas crianças menores de 10 anos morrem ou ficam inválidas por andarem na garupa sem a devida proteção e sem o devido cuidado do motorista.  Com estes dados é possível constatar que os investimentos para segurança, afim de diminuir a sinistralidade, estão muito vinculadas a ações gerenciais, tanto para estradas quanto para melhoria dos carros e segurança dos motoristas, mas existe um item fundamental que se chama educação. Que pode ser analisada dentro de duas óticas, a pessoal – educação da pessoa, no sentido de se comportar civilizadamente no trânsito, no respeito ao outro, não extrapolando os limites de velocidade, não fazendo ações de ultrapassagem que coloquem em risco os pedestres, toda aquela educação que a pessoa deve ter para conviver em sociedade. E também a educação no aspecto profissional. Por exemplo, quando ocorre um acidente com um caminhão de carga em uma estrada, envolvendo terceiros ou não, há que se avaliar como anda a saúde física e mental do motorista, se os profissionais que fazem a manutenção no caminhão a fizeram adequadamente, se a carga foi colocada no caminhão utilizando  a técnica necessária para que haja um equilíbrio de peso, entre outras coisas como a manutenção dos pneus, freios, etc. Ou seja, existe um componente que não é pessoal no sentido de comportamento, mas sim diretamente ligada a atividade profissional de pessoas que estão contribuindo positiva ou negativamente para se evitar os acidentes.

Segundo o Diretor Institucional do Automóvel Clube Brasileiro, Mário Divo Moter Júnior, toda a gestão que está sendo feita na finalização de estradas, melhores condições de automóveis, estatísticas para melhor identificação do que está acontecendo, algumas legislações implantadas, como por exemplo a Lei Seca, não estão vindo acompanhadas de um investimento efetivo na questão da educação pessoal e da educação profissional. “Obviamente não podemos generalizar, algumas grandes empresas já fazem um treinamento adequado para os seus motoristas, mas não podemos esquecer que segurança rodoviária também engloba motoristas particulares, taxistas, motoristas de vans, etc. Não adianta pensar em grandes problemas quando os mais simples, como a educação por exemplo, não estão sendo combatido de frente”, disse Sr. Mário Divo.

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